
Em que pese a vasta quantidade de ensaios, artigos e mesmo livros que existem por ai, amplamente difundidos pelo maior veículo de comunicação atual que é a Internet, e que desmentem a ida do homem à lua, queira ou não, hoje (20/07) é o aniversário de 40 anos desse marco na história da humanidade (e, para alguns, a maior mentira do século).
Em 20 de julho de 1969, o astronauta estadunidense Neil Armstrong, então com 38 anos de idade, fincou o pé em solo lunar, exatamente às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos (horário de Brasília), e entrou para a história como o primeiro homem a avistar a Terra de lá, eternizando a frase: « É um pequeno passo para um homem, mas um gigantesco salto para a Humanidade ».
À bordo da nave Apolo 11, Armstrong pilotou o módulo lunar com o colega de equipe Edwin « Buzz » Aldrin, e por quase duas horas, os dois coletaram amostras do solo, fizeram experimentos e tiraram fotografias, enquanto o terceiro astronauta integrante da missão, Michael Collins, permaneceu em outro módulo em órbita lunar.
Bom, quero antes de dar início ao relato dos eventos que antecederam a missão do dia 20 de julho de 1969, esclarecer que não vou adentrar no mérito das teorias que desmentem a ida do homem à lua, seja porque não me interessa o que pensam aqueles que desacreditam tal evento, seja porque não tenho motivos para duvidar de que o homem efetivamente pisou em solo lunar há 40 anos. O objetivo dos meus comentários a seguir é o de meramente se prestar como informativo, algo alcançado unicamente mediante pesquisa junto a relatos históricos e material oficial.
Bom, vamos lá.
Tudo efetivamente começou em meados dos anos 50, quando teve início a chamada « Corrida Espacial », considerada uma « competição de tecnologia espacial » entre os Estados Unidos e a União Soviética havida, especificamente, entre os anos de 1957 e 1975, num dos maiores marcos da « Guerra Fria », período histórico esse caracterizado por disputas estratégicas e conflitos indiretos entre esses dois países que se deu desde o final da Segunda Guerra (1945) até a extinção da União da República Socialista Soviética (1991).
Historicamente, cabe esclarecer que a lua sempre foi objeto de fascínio humano, seja nos primórdios da história do homem, nas religiões e cultos, seja nos escritos de Jules Verne, com seu « De la Terre à la Lune » (1865), que conta a história de um grupo de homens que vai à lua valendo-se de um grande canhão, ou com o cineasta Georges Melies, que no filme « Le voyage dans la lune » (1902) descreve uma expedição à dita cuja. Portanto, desejos e ideias sobre o potencial e como poderia se dar a viagem do homem à lua nunca faltaram.
Com o final da Segunda Guerra Mundial e a derrocada humilhante da Alemanha, os Estados Unidos e a URSS atraíram para si alguns dos grandes engenheiros e cientistas da época. Um dos mais importantes foi o projetista alemão Wernher von Braun, uma das figuras mais importantes no desenvolvimento de foguetes na Alemanha e depois nos Estados Unidos. Antes e durante a Segunda Guerra, Wernher alcançou progressos memoráveis, como o aperfeiçoamento da bomba-foguete e a criação da tecnologia conhecida como « foguete v2 », primeiro míssil balístico usado pela Alemanha contra alvos britânicos e belgas no final da guerra.
Anos mais tarde, Wernher esteve diretamente envolvido nos primeiros passos do programa espacial estadunidense, e foi o líder do projeto Saturno V (também chamado foguete lunar), e que levou as naves Apollo para a lua.
O grande estopim para a corrida espacial aconteceu quando a URSS lançou o satélite artificial Sputnik na órbita terrestre em 04 de outubro de 1957, causando um grande alvoroço e desconforto para os Estados Unidos. Aliás, não faltava teorias conspiratórias de que os russos poderiam estar vigiando cada movimento dos estadunidenses do espaço, principiando as neuroses anti-comunistas que viriam nos anos seguintes.
Quando o astronauta russo Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a viajar por cerca de 48 minutos na órbita terrestre à bordo da Vostok I, em 12 de abril de 1961, e lançou a famosa frase « A terra é azul, e eu não vi Deus », tornando-se herói nacional, os Estados Unidos, que apenas davam início ao seu programa espacial, trataram de correr atrás do prejuízo.
E a resposta se deu logo em seguida, com o lançamento do satélite Explorer I, em 31 de janeiro de 1958, e nos anos que se seguiram, multiplicaram-se os números de sondas espaciais e satélites artificiais meteorológicos e espiões lançados pelos dois países.
Para centralizar as operações espaciais, os Estados Unidos não mediram esforços para alcançar seus objetivos e criaram, em 29 de julho de 1958, a NASA (National Aeronautics and Space Administration), também conhecida como « Agência Espacial Americana », órgão governamental responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.
Obstinados, os estadunidenses investiram pesado no propósito de levar o homem à lua, e num famoso discurso realizado em 1961, o então Presidente John F. Kennedy lançou o desafio de enviar homens à lua e retorná-los a salvo antes mesmo que década terminasse. « We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy but because they are hard », disse Kennedy.
Com o Projeto Mercury teve então início o audacioso plano. Sequencialmente, teve-se o Projeto Gemini, e finalmente o bem sucedido Projeto Apollo. Com a investida da Apollo 8 que levou três astronautas estadunidenses a orbitar na superfície da lua, em 1968, a URSS acabou ficando para trás com suas missões não tripuladas chamadas Zond.
Cada vez mais próximos do seu objetivo, num investimento de mais de 20 bilhões de dólares, tecnologia desenvolvida por mais de 20 mil companhias manufatureiras de componentes de peças e o desempenho de mais de 300 mil trabalhadores, os Estados Unidos desenvolveram a missão Apollo 11, e a viagem à lua finalmente teve início numa quarta-feira ensolarada, no dia 16 de julho de 1969, às 9:32 horas da manhã, no complexo 39 da plataforma de lançamento A, no Kennedy Space Center, Flórida, com o lançamento da Apolo 11.
Quatro dias depois, em 20 de julho de 1969, há exatos 40 anos, a missão Apollo 11 pousou na superfície lunar, numa localidade conhecida como « Sea of Tranquility » ( « Mar de Tranquilidade » ).
Os momentos que antecederam a chegada do homem à lua deixou o mundo inteiro em polvorosa. Mais de 850 jornalistas de 55 países registraram o ocorrido. Cerca de 1,2 bilhão de pessoas testemunharam via satélite a chamada alunissagem, até então considerada impossível (e ainda hoje por muitos desacreditada). Foi um dos eventos mais marcantes da história da humanidade.
No dia 24 de julho de 1969, a missão Apollo 11 voltou à Terra, e desde então os satélites têm revolucionado os sistemas de comunicação e há naves não tripuladas viajando para além dos limites do sistema solar.
Depois de Neil Armstrong e Edwin Aldrin, outros dez astronautas já pisaram na lua em seis missões Apollo lançadas.
Bom, como eu já disse, existem muitas pessoas que não acreditam ou têm dúvidas acerca da viagem do homem à lua valendo-se de supostos indícios obtidos mediante as fotografias tiradas em solo lunar. Teorias conspiratórias dão sempre muito pano para a manga, porquanto geralmente muito bem fundamentadas e, consequentemente, dignas de respeito, mas nem sempre são contundentes.
Não pretendo com meu pequeno resumo aqui contrariar a crença de quem quer que seja, pois, como mencionei logo no começo, trata-se esse de um pequeno informativo baseado em relatos históricos alcançado mediante pesquisa em fontes oficiais. Porém, a título meramente esclarecedor do que penso sobre a missão Apollo 11 e os eventos sucedidos no dia 20 de julho de 1969, não posso deixar passar batida a minha opinião, mesmo que lançada superficialmente, não é mesmo?
O fato é que tenho como certa a ida do homem à lua, a alunissagem e a fincada de pé de Armstrong e Aldrin em solo lunar. É o que penso, é o que acredito.
Ora, não creio que uma mentira tamanha como essa resistiria por quatro décadas. A própria URSS, porquanto em pé de igualdade com os Estados Unidos quanto à corrida espacial, poderia muito bem desmascarar o evento com sua tecnologia de ponta, o que não o fez, corroborando os fatos como efetivamente se deram! Também não acredito que os astronautas da missão Apollo 11 se submeteriam a uma farsa tamanha por tanto tempo no que muitos consideram uma lavagem cerebral coletiva, tampouco nas supostas fraudes apontadas nas fotos disponibilizadas pela NASA sobre a alunissagem. Aliás, nesse sentido, recomendo o episódio 11 da temporada 6 do programa « The Mithbusters (Os Caçadores de Mitos) », intitulado « NASA Moon Landing Hoax », que desmistifica a farsa da ida do homem à lua.
Se você acredita ou não na ida do homem à lua, não importa. O fato é que há 40 anos tivemos um grande marco na história da humanidade, e tenha ele acontecido ou não, temos a partir dai a premissa de que se sonhar e teorizar é apenas a prévia para uma grande conquista, podemos ao menos acreditar que tudo podemos com o que temos quando verdadeiramente queremos.
Além de tudo isso, a sonda que está orbitando a Lua tirou fotos dos estágios das naves que ficaram das missões lá na Lua. Dá pra ver até as pegadas dos astronautas!!!
http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/multimedia/lroimages/apollosites.html
Além do que a NASA contratou 35.000 funcionários diretos e mais de 400.000 indiretos e 20.000 empresas terceirizadas, gastando 120 bilhões. Tudo isso pra montar uma farsa?
Pois é… e ainda assim tem quem não acredite! Sinceramente, eu não me conformo!